QUARTO N°2 A ESCOLA
- Richer S Cerqueira

- 6 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
O que esperar de um lugar onde, ao abrir uma porta, você acredita estar entrando em um simples quarto... mas acaba parando na sua escola, como se tivesse acabado de acordar de um sonho estranho?
É realmente perturbador — mexe com a sua cabeça de um jeito que te deixa desorientado. Principalmente quando você se lembra claramente de tudo o que aconteceu antes de "despertar" ali.
Na verdade, esse quarto é um portal para o lugar mais comum — e monótono — da sua rotina. No caso do nosso personagem, Levinse, esse lugar é a escola. A Casa usa suas memórias e as distorce, recriando uma versão estranha e imperfeita da realidade.
Ali, todos que Levinse conhece fora da Casa estão presentes — seus colegas, professores e até seu melhor amigo, Mike. Mas nada está certo. É como se tudo fosse uma cópia quebrada da vida real.
O problema começa quando a Casa passa a manipular essa memória de forma defeituosa — como se estivesse corrompida. Interferências surgem, vozes distorcidas, ecos irreais... sinais claros de que alguém está mexendo nos fios da realidade. No fundo, a presença de um Necromante influencia e corrompe todo o ambiente.
Na cena mais tensa, todos os alunos ficam pálidos — os rostos sem expressão, os olhos vazios. E, de repente, começam a apontar para Levinse... como se o culpassem por algo que ele ainda não entende.

O fato é que, naquele quarto, Levinse entendeu de vez que dali pra frente nada mais seria simples. Sua mente estava prestes a derreter, a se fragmentar em pedaços irreconhecíveis.
Se no quarto anterior ele já havia presenciado coisas absurdas... nesse, ele percebeu que o verdadeiro terror não era o que ele via — mas o que aquilo poderia fazer com ele.
A Casa não estava só brincando com suas lembranças. Estava destruindo a lógica, corrompendo tudo o que ele acreditava ser real.
No corredor da escola — o lugar onde ele cresceu, aprendeu, viveu momentos simples — agora era um cenário grotesco: todos os seus amigos, conhecidos, professores... estavam mortos. Cravados nas paredes, como se fossem parte da decoração macabra daquele lugar. Olhos vazios. Corpos pendurados como bonecos esquecidos.
E dentro da sala de aula, ao olhar pela janela... ele viu o impossível.
Três figuras humanas, caindo lentamente do céu. Caindo... e nunca tocando o chão. Presas em um ciclo eterno de queda, como se o tempo tivesse sido corrompido.
Ali, Levinse entendeu o recado.
A Casa não era apenas um lugar estranho.
Era um aviso.
Um caminho sem volta.
Um labirinto criado para destruir quem ousasse atravessá-lo.




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